Cessa a Voz
Cessa a voz, e no silêncio
Vive ainda o nada som
Parte a nau, e no azul
Vogam velas já ausentes
Cessa a voz, e no silêncio
Passa a nau que já passou
Brilha azul a água mansa
Foi-se embora, não voltou
Cessa a voz, e no silêncio
Estou eu porto, pedra imóvel
Adeus voz de velas brancas
Vivo ainda sem teu som
Vogam velas já ausentes
Em meus ouvidos desertos
Pedra imóvel, lentamente afundo
Lentamente, ao fundo
Noutro sentido partirá tua nau
Rumará a distantes costas
Num silente mar azul
De ausentes velas brancas
Vive ainda o nada som
Parte a nau, e no azul
Vogam velas já ausentes
Cessa a voz, e no silêncio
Passa a nau que já passou
Brilha azul a água mansa
Foi-se embora, não voltou
Cessa a voz, e no silêncio
Estou eu porto, pedra imóvel
Adeus voz de velas brancas
Vivo ainda sem teu som
Vogam velas já ausentes
Em meus ouvidos desertos
Pedra imóvel, lentamente afundo
Lentamente, ao fundo
Noutro sentido partirá tua nau
Rumará a distantes costas
Num silente mar azul
De ausentes velas brancas
1 Comments:
Apetece fazermo-nos ao mar, é verdade. ou melhor, A mim apetece sempre fazer-me ao mar, dificilmente me "apanham" a dizer (como estas linhas) que me sentisse "eu porto, pedra imóvel"! (sofro de «inquietudice-aguda», talvez!) :)
- estou a brincar, claro! -
É quase uma pequena-fúria por não ter sido capaz, ontem ainda, de vir aqui trocar as voltas às palavras...
Agora sem brincadeirinha, sabes que gosto da imagem e da impressão que fica nesta ideia de velas ausentes? e é início de filme (dizem ser boa imagem de final de história, pois eu escolho: Início de filme!) esta fluidez de velas brancas em mar azul... mesmo que as velas não estejam lá, crêem-se!
*
(agora vou mesmo parar com a escrita... este comment arrisca-se a ficar demasiado longo e, depois, lá vais tu poder voltar a dizer que escrevo maiores comentários que os textos de partida...)
xi*
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