quarta-feira, novembro 23, 2005

DNA

Cruzar o som e o sentido
Numa espiral de DNA
É esta a poesia

Cada palavra, um gene
Cada verso, uma célula

Engenharia genética, a escrita
Pipeta, esta folha muito branca

Estéril
Colonizada aos poucos
Pela virulenta vida

4 Comments:

Blogger mfc said...

E todos os dias escrevemos uma página na vida que vivemos.

quarta-feira, novembro 23, 2005  
Blogger Titá said...

Foi das descrições de poesia mais geniais que li...e em poesia. Muito bom!

quarta-feira, novembro 23, 2005  
Blogger maria said...

e se o que li em DNA fosse além da génese da escrita?
e se a vida (essa sim) teimasse, vezes demais, na impressão de ser ninho de vírus, rabugenta?
e se fosse, pela nossa acção, dando cor às páginas brancas dos dias, que se cantassem nascimentos frescos, contrariando o vazio das horas mortas?
DiaNovoAmanhã e todos os amanhãs re-acordados, pontos de partida, vôos bem lançados?
...
(Talvez porque as 24horas, que ainda restam, estejam quase aí a começar, apeteceu-me ver azul onde o céu insiste apardaçar!)

xi, fortíssimo xi

quinta-feira, novembro 24, 2005  
Blogger isabel mendes ferreira said...

MT. BOM. ABRAÇO.

sexta-feira, novembro 25, 2005  

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