segunda-feira, junho 26, 2006

Negro

Somando tudo
Perco a conta
Às parcelas
Conto pelos dedos
Das mão que ainda te tocam
E perco a conta
Às mazelas

Dói a ferida
Então não é ferida
É hábito
Negro

E descubro um Jesuíta em mim
Que algum Marquês devia já ter expulso
Fiel a uma religião condenada

E venha mais um terramoto
Quero a beleza de um Carmo meu
A geometria efectiva
Da baixa que sou da nossa guerra
Afectiva

4 Comments:

Blogger banalidadesdebase said...

Encontro-me em guerra afectiva,
seria ja jesuita na simplicidade da procura
oferta
recusa
dor
nodoas em vida iniciada sem macula.
how's the father?
me so so but thinking and changing,
ana is around and sometimes i see myself smiling
abraco grande!

terça-feira, junho 27, 2006  
Blogger alice said...

querido paulo,

estás triste?

sabes, é inútil!

um sorriso, please

beijinhos,

alice

terça-feira, junho 27, 2006  
Blogger isabel mendes ferreira said...

a beleza secreta .


esta.

íntima.


beijo.

terça-feira, junho 27, 2006  
Blogger Sophie said...

Salto para o vazio...
Transição para o nada, evolução para o deserto dos afectos e das solidariedades: o tempo que hoje se (des)contrói!
Não é apenas a ingratidão que faz sofrer, mas sim a crueza das marcas de vazio afectivo e de desvalorização da sensibilidade.

Beijinhos para ti!
Sophie

quarta-feira, junho 28, 2006  

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